Redes Sociais – Funcionários versus Empresas

Eu versus Eu

1 – Nas redes sociais, é possível separar a pessoa do profissional? Aquilo que as pessoas dizem pode ser interpretado como opinião da empresa para a qual elas trabalham?

R – Com a massificação do acesso à internet e o aumento no uso das redes sociais já vemos profissionais que se preocupam em manter perfis separados para uso pessoal e profissional, cada um com sua própria rede de contatos e relacionamentos. Este cuidado é justamente para não gerar confusão entre o profissional e o pessoal. As confusões podem sim acontecer e gerar terríveis mal entendidos quando a pessoa utiliza indistintamente suas redes para os dois fins. As empresas por seu lado tomam suas precauções colocando, por exemplo, avisos nas assinaturas dos e-mails corporativos alertando que as opiniões ali expressas não refletem necessariamente a opinião oficial da empresa, mas sim da pessoa que está se comunicando através dele. Por exemplo, houve um caso que presenciei de uma pessoa que postou em seu perfil de uma conhecida rede social de profissionais, que estava trabalhando numa determinada empresa multinacional ocupando um importante cargo, mas os colegas do meio sabiam que isto não era verdade e que aquela pessoa jamais sequer prestou serviço para a corporação.

Empregado vigiando empregado

2 – É prática das empresas monitorar o comportamento de seus colaboradores nas redes sociais? A maioria delas tem essa preocupação?

Não é comum o monitoramento. O mais comum é limitar o acesso à partir dos computadores e das redes providas pela empresa, o que não surte efeito prático algum, pois o acesso através de smartphones e outros dispositivos móveis está amplamente disponível. As raras empresas que possuem a preocupação de efetivamente vigiar e monitorar utilizam-se de sistemas especializados denominados Prevenção Contra Perda de Dados ou Data Loss Prevention (DLP) na terminologia em inglês, que visam proteger o acesso de todo tipo aos dados confidenciais como dados bancários e de cartão de crédito além de monitorar o tráfego dos dados acessados por cada usuário em sua rede de comunicação.  Estes sistemas são complementados pelo controle de acesso aos ambiente de trabalho (através de detectores de metal no acesso às instalações da empresa) de aparelhos móveis que possam registrar por som, imagem ou cópia direta de arquivos comprometendo a segurança da informação.

Empresa ética

3 – Quando isso é feito, é justo que a empresa diga para o funcionário que existe esse acompanhamento?

R – Não é apenas justo, mas também necessário. Quando contratado, o funcionário deve ser informado sobre a política da empresa relacionada à divulgação de dados e sobre eventual monitoramento, vigilância ou auditoria ao qual poderá ser submetido devendo dar o ciente formal disto. Esta prática garante que o funcionário se comprometa formalmente com as políticas estando sujeito a sanções administrativas e até criminais quando infringir alguma delas.

Interferir?

4 – Até onde, do ponto de vista ético, as empresas podem interferir na presença dos seus colaboradores em redes sociais?

R – Não podem e não devem, pois se assim o fizessem estariam interferindo na vida privada dos funcionários.

Vazamentos

5 – Que riscos correm as empresas que não estão preocupadas com aquilo que os seus funcionários estão dizendo nas redes sociais?

R – O mesmo risco que correm com aquilo que as pessoas podem falar no mundo real, ou seja, vazar informações controladas, reservada ou sigilosas. Se há na empresa informações que requeiram este cuidado ela deve tomar suas precauções estabelecendo políticas e mecanismos de acompanhamento, controle e até vigilância. Quando ocorre um caso de vazamento o maior prejudicado em falar mal, por exemplo, tentando denegrir a imagem ou reputação de uma empresa é o próprio funcionário que ao fazer isso estará dando indícios de não ser uma pessoa confiável, independentemente se o que ele possa falar da empresa seja justificável ou não, por exemplo, se o objetivo é divulgar uma fraude ele deve procurar os canais competentes do poder público e não ficar “fofocando” em redes sociais.

Na empresa onde você trabalha há uma política formal para uso de Redes Sociais?

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